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14 jul 2026
Autores Associados:
Na terça-feira, 14 de julho, às 19:00, a Perve Galeria e a Casa da Liberdade - Mário Cesariny (Alfama) inauguração a exposição '100 Obras para Artur Bual: Homenagem ao Pioneiro Gestualista Português', mostra coletiva que assinala o centenário do nascimento de Artur Bual (1926–1999), uma das figuras mais determinantes da arte portuguesa do século XX.
Com curadoria de Carlos Cabral Nunes, a exposição, patente até 15 de agosto, reúne uma centena de obras, focando-se numa vasta seleção do percurso de Artur Bual, com obras realizadas entre os anos 1950 e 1990, a par de obras de artistas de diferentes gerações. O conjunto integra autores que mantiveram uma relação direta com o artista, bem como criadores cuja obra estabelece afinidades plásticas e poéticas com o seu legado, tais como Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Fernando Lemos e Figueiredo Sobral, entre outros.
100 Obras para Artur Bual
Homenagem ao Pioneiro Gestualista Português
14 julho, 19:00-20:00 (inauguração)
15 julho - 15 agosto, 2026
Terça-feira a sábado, 14:00 às 20:00
Perve Galeria & Casa da Liberdade - Mário Cesariny
Rua das Escolas Gerais, n.º 13, 17, 19, Lisboa
No ano em que se assinala o centenário do nascimento de Artur Bual (1926–1999), a Perve Galeria e a Casa da Liberdade – Mário Cesariny apresentam a exposição "100 Obras para Artur Bual: Homenagem ao Pioneiro Gestualista Português", patente de 14 de julho a 15 de agosto de 2026.
Com curadoria de Carlos Cabral Nunes, a exposição reúne uma centena de obras, incluindo uma vasta seleção do percurso de Artur Bual, com obras realizadas entre as décadas de 1950 e 1990. Este núcleo central é complementado por obras de artistas de distintas gerações e proveniências. Entre eles encontram-se autores que mantiveram uma relação direta com Bual, bem como criadores cuja obra revela afinidades plásticas e poéticas com o seu legado, como Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Fernando Lemos e Figueiredo Sobral, entre outros.
Reconhecido como o pioneiro da pintura gestual em Portugal, Artur Bual desenvolveu uma linguagem artística profundamente livre, marcada pela expressividade do gesto, pela intensidade cromática e pela valorização do próprio processo criativo. A partir do final da década de 1950, a sua investigação plástica contribuiu decisivamente para a renovação da pintura portuguesa, afirmando uma obra singular que permanece incontornável pela sua originalidade e relevância no panorama artístico nacional.
Esta homenagem assume também um significado muito particular para a própria história da Perve. Artur Bual foi um dos grandes incentivadores da criação do Colectivo Multimédia Perve – Associação de Arte e Cultura, fundado em 1997, mantendo uma relação de grande proximidade pessoal com os seus fundadores. Após o seu desaparecimento, a atividade do Colectivo daria origem, em 2000, à Perve Galeria. Só mais tarde se descobriria uma coincidência profundamente simbólica: o primeiro atelier de Artur Bual situava-se precisamente em Alfama, a escassos metros do espaço onde a galeria viria a estabelecer-se. Mais do que uma curiosidade biográfica, esta convergência reforça a ligação entre o artista e um projeto que ajudou a inspirar desde a sua génese, encontrando naquele território uma inesperada continuidade.
Mais do que uma evocação histórica, "100 Obras para Artur Bual: Homenagem ao Pioneiro Gestualista Português" propõe um diálogo entre o legado do artista e um conjunto de criadores que, através de diferentes linguagens e práticas, partilham uma visão da arte assente na liberdade criativa, na experimentação e na permanente reinvenção plástica. A exposição evidencia, assim, a notável atualidade da obra de Artur Bual e a sua capacidade de continuar a inspirar novas leituras, afirmando-se como uma referência incontornável da arte portuguesa contemporânea.