O meu carrinho

O seu carrinho está vazio.

Artistas da Galeria

António Ramalho (1969, Portugal)

António Ramalho

António Monteiro Ramalho Júnior (Barqueiros, 1858 – Figueira da Foz, 1916), conhecido artisticamente como António Ramalho, foi um dos mais destacados pintores portugueses da geração naturalista e uma figura determinante na renovação da pintura portuguesa no final do século XIX. Ainda jovem deixou o Porto, onde trabalhava no comércio, para ingressar na Academia Real de Belas-Artes de Lisboa. Aí estudou inicialmente com Tomás da Anunciação e, posteriormente, com Silva Porto, cuja influência foi decisiva na sua formação e na consolidação da pintura naturalista em Portugal.

Em 1880 realizou, juntamente com Columbano Bordalo Pinheiro, uma exposição que obteve grande reconhecimento da crítica, tornando-se, no ano seguinte, um dos membros fundadores do célebre Grupo do Leão, coletivo responsável pela afirmação do Naturalismo português. Em 1882 recebeu uma bolsa concedida pelo Marquês da Praia e Monforte para estudar em Paris, onde permaneceu durante dois anos. Frequentou o atelier de Alexandre Cabanel e estreou-se no prestigiado Salon de Paris com a obra Chez mon voisin (O Lanterneiro), revelando uma notável capacidade na representação da figura humana e da vida quotidiana.

Ao regressar a Portugal, António Ramalho destacou-se como retratista, paisagista e pintor de género, produzindo obras marcadas pela sensibilidade luminosa do Naturalismo e por uma sólida qualidade técnica. Paralelamente, desenvolveu uma intensa atividade como pintor decorador, participando em importantes projetos de arte aplicada e decoração monumental. Entre os seus trabalhos mais relevantes encontram-se o pano de boca do Teatro Garcia de Resende, em Évora, realizado em colaboração com João Vaz, os vitrais do Hospital de Sant'Ana, na Parede, e a decoração da escadaria do Palace Hotel do Buçaco, onde demonstrou grande versatilidade estilística, conciliando referências revivalistas e influências da Arte Nova.

A sua produção artística evidencia um equilíbrio entre a observação rigorosa da realidade e uma refinada sensibilidade pictórica, abrangendo retratos, paisagens, cenas urbanas e obras decorativas. Apesar da sua morte prematura, em 1916, quando trabalhava na decoração do Palácio Sotto Mayor, na Figueira da Foz, António Ramalho deixou um legado fundamental para a história da arte portuguesa. A sua obra integra importantes coleções públicas e privadas, permanecendo como um dos mais relevantes representantes do Naturalismo em Portugal e uma figura incontornável da pintura portuguesa de finais do século XIX e início do século XX.

Sobre Nós


A Perve Galeria dedica-se à promoção e divulgação da arte moderna e contemporânea, representando artistas nacionais e internacionais e desenvolvendo projetos expositivos, editoriais e de investigação com uma forte dimensão cultural e patrimonial.

[ ler mais ]

Horário de Funcionamento


Terça-Feira a Sábado: 14h00 - 20h00
Domingo: Encerrado
Outros horários: Por marcação