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Serigrafias

Fernando Grade (1943-2024, Portugal)

Fernando Grade

Fernando José da Costa Grade nasceu no Estoril, em 1943. Poeta, pintor, cronista, ficcionista, crítico de arte, jornalista, escultor e dinamizador cultural, cumpriu o serviço militar em Angola (1966–1968), onde exerceu funções de crítico literário no jornal ABC. Em 1962 publicou o seu primeiro livro de poesia, Sangria, ao qual se seguiram, ao longo de mais de cinco décadas, mais de trinta obras publicadas em nome próprio e sob os heterónimos Abel Sabaoth e Aal Aarão. Em 1967–1968 criou o Teatro-Ação para o Museu de Angola, em Luanda.

Enquanto artista plástico — pintor, desenhador, colagista, escultor e ilustrador — expõe regularmente desde 1965, tendo participado em cerca de quatro centenas de exposições coletivas e realizado 16 exposições individuais. Foi distinguido por três vezes com a Medalha de Prata em Desenho, atribuída nos salões da Comissão de Turismo da Costa do Sol (XI e XV Salão de Outono e VIII Salão de Arte Moderna), tendo ainda recebido, em conjunto com Carlos Calvet, o Prémio de Aquisição do VI Salão de Arte Moderna de Luanda. Exerceu igualmente atividade como crítico de arte no Jornal de Letras e Artes, em Século Ilustrado e no Diário de Notícias, assinando também os balanços anuais dedicados às artes plásticas no jornal O Século.

Em 1994 foi distinguido pela Associação 25 de Abril/Montepio Geral com o prémio A Memória Vivida do 25 de Abril. Em 1997 recebeu o Prémio Literário Hernâni Cidade, na categoria de Crónica, atribuído pela Câmara Municipal de Redondo.

Foi um dos fundadores do Movimento Desintegracionista Português e um dos criadores e teóricos do Desintegracionismo (1964–1965), considerado o mais recente movimento da poesia portuguesa.

Desde 1977 é fundador e coordenador dos cadernos de poesia Viola Delta, das Edições Mic, a mais antiga coleção de poesia em publicação contínua em Portugal. Exerceu ainda cargos diretivos na Sociedade Nacional de Belas-Artes, na Associação Portuguesa de Escritores e na Associação Portuguesa de Críticos.

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A Perve Galeria dedica-se à promoção e divulgação da arte moderna e contemporânea, representando artistas nacionais e internacionais e desenvolvendo projetos expositivos, editoriais e de investigação com uma forte dimensão cultural e patrimonial.

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