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Serigrafias

Vítor Rua (1961, Portugal)

Vítor Rua

Vítor Manuel Ferreira Rua nasceu em Mesão Frio em 1961. A sua carreira passa principalmente pela criação musical, nomeadamente rock, música experimental e funcional para performances. 

Fundou com Alexandre Soares, em 1979, o grupo musical português GNR, acrónimo de Grupo Novo Rock. A partir daqui inicia o seu percurso musical com a gravação de composições de sua autoria com grande impacto popular (e.g. “Portugal na CEE”, 1980 e, “Sê um GNR”, 1981). 

Em 1981 convidou Rui Reininho para integrar o GNR e dirigiu a gravação do primeiro LP (“Independança”, 1982, obra de culto). No mesmo ano, participou enquanto produtor e compositor nos fonogramas de Manuela Moura Guedes (Álibi, 1982) e de António Variações (Anjo da Guarda, 1983). Em 1982 conheceu pessoalmente Jorge Lima Barreto. O convívio e a influência deste último terá sido decisiva para a sua mudança definitiva do seu rumo musical. Consequentemente, formou o grupo Telectu e editou nesse ano o “Ctu Telectu”, álbum de transição do rock para a nova música improvisada e electronic live (1982). 

A Partir de 1983, passou a dedicar-se primordialmente ao duo Telectu. A partir daqui a sua carreira é caracterizada, ainda hoje, por dezenas de fonogramas e videogramas, centenas de concertos, e espectáculos multimédia e interarte onde revelou o seu enorme talento de guitarrista electrónico, polinstrumentista, compositor, inventor de protótipos, poliartista.

Em 1990 inicia uma carreira enquanto compositor de música clássica contemporânea. Em 1994, formou o agrupamento Vidya Ensemble para a interpretação de algumas das suas obras. 

Desde a década de 2000, compõe regularmente trabalhos de música funcional para dança, teatro, cinema e performance. Como videasta singular criou obras de video music e ficcionais e compôs música para videogramas de E.M. de Melo e Castro, Rita Nunes e Edgar Pêra. Concretizou música para instalações de Joana Vasconcelos, produziu vários discos de autores experimentalistas, deu conferências e lecionou seminários privados e públicos. Foi autor do programa de rádio “Cantão do Rock”, Macau, 1989. Escreveu o livro “ A música na era do porquinho Baby”; redigiu vários manifestos sobre rock, música contemporânea, jazz, improvisada, num estilo irônico e pedagógico. 

A sua técnica e estilo caracteriza-se pelo recurso a patterns na execução de escalas baseadas na linguagem modal, sobretudo no desempenho de improvisações no âmbito do pop-rock. O seu estilo composicional é igualmente caracterizado pela exploração de pequenos fragmentos e pelo recurso a técnicas instrumentais menos banais. É frequente o recurso à tecnologia informática aplicada, à música e a técnicas de sampling e processamento electrónico do som. 

A sua relação com a Perve Galeria iniciou em 2010 com a realização de uma performance sonora e visual a seu cargo e com a participação de D.W. Art. Ainda no mesmo ano Vitor Rua participou, através de performances sonoras na exposição LivrAr.te integrada no ciclo ‘555 - Ciclo Gutenberg’, com curadoria de Carlos Cabral Nunes. Em 2013 Vitor Rua realizou na Perve Galeria uma exposição individual, ‘Exposição Antológica de Vítor Rua: Hate Music. Love Art’. No ano seguinte, em 2014 Vitor Rua participou na exposição Arte - Assistência: 15 artistas para AMI(gos) do Núcleo de Acção Cultural da Fundação AMI, em parceria com a Casa da Liberdade.

 

Sobre Nós


A Perve Galeria dedica-se à promoção e divulgação da arte moderna e contemporânea, representando artistas nacionais e internacionais e desenvolvendo projetos expositivos, editoriais e de investigação com uma forte dimensão cultural e patrimonial.

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