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A Perve Galeria tem a honra de apresentar a exposição "Cruzar fronteiras: diálogo de coleções", desenvolvida em parceria pelo Coletivo Multimédia Perve e o Ispa - Instituto Universitário, que procura estabelecer um diálogo entre as coleções de arte, dedicadas aos artistas de língua portuguesa, destas duas instituições instaladas há várias décadas em Alfama. Visando cobrir um universo temporal de um século de produção artística, do início do século XX à atualidade, a exposição este é um momento fundamental para a compreensão da arte moderna e contemporânea da lusofonia. Estará patente entre 24 de maio e 25 de agosto de 2023.
Galeria de imagens da exposição: link
Catálogo da exposição: link
Cruzar Fronteiras: Diálogo de Coleções
Ispa - Instituto Universitário
24 maio - 26 agosto
Junho e Julho 2.ª - 6.ª: 8h - 23h; sábado: 9h - 18h
Agosto 2.ª - 6ª: 8h - 20h*
*nas últimas duas semanas de agosto fecha às 18h
(Sinopse)
Desenvolvida em parceria pelo Coletivo Multimédia Perve e o Ispa - Instituto Universitário, esta exposição procura estabelecer um diálogo entre as coleções de arte, dedicadas aos artistas de língua portuguesa, destas duas instituições instaladas há várias décadas em Alfama.
A celebrar 25 anos desde a sua fundação, a coleção Lusofonias foi iniciada em 1998, por Carlos Cabral Nunes, que assina a curadoria e comissaria as exposições da coleção, e Nuno Espinho da Silva, ambos membros fundadores do Colectivo Multimédia Perve.
Visando cobrir um universo temporal de um século de produção artística, do início do século XX à atualidade, no contexto dos artistas de língua portuguesa a viver nos seus países de origem, expatriados a viverem nos territórios de língua portuguesa, e artistas de língua portuguesa na diáspora, a Coleção Lusofonias pretende, fundamentalmente, dar visibilidade a autores a quem o mercado da arte, a museologia e a história da arte não prestaram ainda, por variadas razões, a atenção que lhes é devida, nem no seu tempo, nem na atualidade. Compreendendo o arco temporal de um século de produção artística, que tendencialmente se vai ampliando, pretende-se corrigir aquilo que se considera ser um erro de análise, sobre a importância destes autores e respetivas práticas artísticas, especialmente analisando a influência (ou matriz) africana patente nas obras incorporadas.
A mostra assinala também os 60 anos do Ispa, que, com um foco particular na compreensão da mente humana e dos seus processos criativos, tem vindo a promover, desde meados da década de 1990, a intersecção da arte e da ciência através de exposições temporárias de artes visuais. Estas permitiram a constituição de uma coleção que é agora apresentada pela primeira vez sob um projeto curatorial que pretende evidenciar as pontes existentes entre as obras que a compõem e o conceito abrangente de criação artística em língua portuguesa.
Sob a égide do centenário de nascimento de uma das personalidades maiores do surrealismo e da história da arte em Portugal, Mário Cesariny de Vasconcelos (1923-2006), e também assinalando o 10º aniversário da Casa da Liberdade - Mário Cesariny, nesta mostra é dada a oportunidade de fruição de obras que se encontram normalmente recolhidas do olhar do público. A mesma encontra-se organizada em torno de três núcleos históricos centrais que enquadram, de forma sintética e cronológica, a produção artística moderna e contemporânea do vasto território lusófono.
"Autoritarismo, Doutrina e Resistência" dá visibilidade aos artistas que, antes do 25 de abril de 1974 e das independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, entre 1974 e 1975, iniciaram o seu percurso artístico e se foram afirmando. As obras incluídas neste período refletem a predominância de uma tendência para usar a arte como discurso revolucionário e de reivindicação política e social, quer nos países que viviam sob o colonialismo, mas também em Portugal, onde se vivia uma ditadura.
"A Emergência das Democracias" integra obras marcadas pelos processos de independência, com a instalação de regimes soberanos e pela afirmação de uma identidade própria e única nos vários países lusófonos. Também em Portugal a liberdade que se seguiu a décadas de repressão se fez sentir de modo particular no desenvolvimento artístico.
"Futuros, Miscigenação e diáspora" procura apresentar a produção artística realizada, mais particularmente, após o processo de adesão de Portugal à União Europeia, em 1986, e após os períodos de guerra civil em alguns dos países africanos de língua portuguesa, nomeadamente Moçambique e Angola, até à contemporaneidade. Este núcleo engloba não só obras de autores a residir nos seus países de origem, mas também aqueles que desenvolvem a sua produção na diáspora.
Estes três núcleos encontram-se definidos de forma assumida, dividindo vincadamente o espaço, na Galeria Malangatana e na Galeria Mário Casimiro, que marcam, respetivamente, o início e o término da exposição, e de forma mais livre nas demais zonas expositivas, desde a fachada do edifício, passando pela biblioteca, até ao terceiro piso.
Num percurso que permite a descoberta de um alargado conjunto de obras, procura-se contribuir para a constituição de territórios de integração e inclusão, problematizando o modo como a influência africana foi, e continua a ser, decisiva para a afirmação de um vocabulário específico de processos criativos. Configuram-se narrativas estabelecidas na riqueza da diversidade artística e cultural, na sensibilidade expressa pelos caminhos singulares e coletivos intuídos, espelhando a realidade histórica dos países de onde são oriundos os artistas representados.
Com obras de Bertina Lopes, Cruzeiro Seixas, Ernesto Shikhani, Fernando Lemos, Isabel Meyrelles, Malangatana Ngwenya, Manuel Figueira, Manuela Jardim, Mário Cesariny, Pancho Guedes, Reinata Sadimba, Rosa Ramalho, Teresa Balté, entre muitos outros, a produção artística, moderna e contemporânea, de língua portuguesa, matizada em África, espraia-se pelos múltiplos espaços do Ispa, que se consolida assim enquanto verdadeira casa de Arte, Cultura e Pensamento.
ARTISTAS REPRESENTADOS
Abraão Vicente, Agostinho Santos, Ai Wei Wei, Alberto Chissano, Alberto Pimenta, Albino Moura, Aldina, Alex da Silva, Alfredo Luz, Ana Hatherly, Ana Silva, António José Forte, António Paulo Tomáz, António Quadros, António Ramalho, Areal, Artur Bual, Bela Duarte, Benjamin Marques, Bertina Lopes, Borderlovers, Branislav Mihajlovic, Cabral Nunes, Carlos Calvet, Carlos Zíngaro, Claude Yersin, Cruzeiro Seixas, Dorindo Carvalho, Dorita de Castel Branco, E.M. de Melo e Castro, Edson Chagas, Eduardo Gageiro, Eduardo Nery, Ernesto Shikhani, Eurico Gonçalves, Evandro Carlos Jardim, Evelina Oliveira, Fernando Aguiar, Fernando Azevedo, Fernando Grade, Fernando Lemos, Fernando Roza de Oliveira, Figueiredo Sobral, Francisco Carvalho Rêgo, Francisco Relógio, Franck Lundangi, Gabriel Garcia, Gil Teixeira Lopes, Gracinda de Sousa, Hansi Staël, Hein Semke, Henrique Risques Pereira, Henrique Vaz Duarte, Ídasse, Inácio Matsinhe, Isabel Meyrelles, Isabella Carvalho, Ivan da Silva-Bruhns, Ivan Villalobos, Ivo Bassanti, Jayme Reis, João Ayres, João Donato, João Garcia Miguel, João Ribeiro, João Rodrigues, Jordi Burch, Jorge Barradas, Jorge Vieira, José Cabral, José Chambel, José Eduardo Agualusa, José Escada, Júlio Pomar, Júlio Resende, Leonel Moura, Lizette Chirrime, Lourdes Castro, Lud, Luisa Queirós, Malangatana Ngwenya, Mankew Mahumana, Manuel Cargaleiro, Manuel Figueira, Manuel Vieira, Manuela Jardim, Mapfara, Marcelo Grassmann, Márcia Matonse, Marco Brás, Mário Botas, Mário Cesariny, Martins Correia, MarYserra, Natália Correia, Ondjaki, Palolo, Pancho Guedes, Paulo Kapela, Paulo Teixeira Pinto, Pepe Diniz, Raquel Rocha, Raúl Perez, Regina Costa, Regina Frank, Reinata Sadimba, Ricardo Casimiro, Ricardo Coxixo, Ricardo Rangel, Rico Sequeira, Roberto Chichorro, Rodrigo Bettencourt da Câmara, Rosa Ramalho, Rui Gaudêncio, Rui Simões, Samuel Muankongue, Sara Maia, Sérgio Guerra, Sérgio Santimano, Silvia Schiermacher, Sónia Aniceto, Sonia Delaunay, Subodh Kerkar, Suekí, Tchalé Figueira, Teresa Balté, Teresa Roza d'Oliveira, Tomo, Tsenane, Valdemar Dória, Valter Hugo Mãe, Victor Belém, Vitor Pi, Vítor Rua, Xana.
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