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Cesariny - Lusofonias - Surrealismo

Cesariny - Lusofonias - Surrealismo

Perve Galeria tem o prazer de anunciar que ruma ao norte da Europa, a Copenhaga, onde irá mostrar uma seleção de obra da sua Coleção Lusofonias, na exposição "Cesariny - Lusofonias - Surrealismo", a inaugurar no dia 26 de outubro às 15h (UTC+01), na Davis Gallery - Contemporary Art

 

Produzida em colaboração com a Embaixada de Portugal na Dinamarca, a exposição presta homenagem a uma das maiores personalidades das artes e da poesia em Portugal, Mário Cesariny de Vasconcelos (1923-2006), no ano do seu centenário. Patente até 18 de novembro, a mostra explora a influência da produção artística de Cesariny nos artistas que trabalhavam nos países de língua portuguesa, bem como o modo como os artistas mais jovens estão a transformar o legado do mestre surrealista, incorporando-o nas linguagens artísticas contemporâneas.

 

Galeria de imagens da exposiçãoy: link

Catálogo da exposição: link

 

CESARINY - LUSOFONIAS - SURREALISMO

Davis Gallery - Contemporary Art (Bredgade 69, Copenhagen, Denmark)

26 outubro - 18 novembro

Segunda-feira - Sábado 12:00 - 17:00

 

 

Celebrando a vida e o legado de Mário Cesariny de Vasconcelos (1923-2006), figura de proa do Surrealismo, "Cesariny - Lusofonias - Surrealismo" explora o impacto e a influência que o poeta e artista teve, e continua a ter, no panorama artístico e cultural dos países de língua portuguesa, o seu impacto nos movimentos de vanguarda das então colónias portuguesas, ao mesmo tempo que ilumina a influência que exerceu sobre os artistas contemporâneos, que, nas suas próprias actividades criativas, se inspiraram no seu legado.

Poeta e pintor surrealista, Cesariny entendia a criação artística como a quintessência da própria existência. Assumindo um enfoque particular nas questões políticas, sociais e de género, esta exposição apresenta 16 artistas de diferentes gerações e proveniências, integrados na Coleção Lusofonia da Perve Galeria.

De Moçambique, a mostra apresenta artistas de uma geração que se desenvolveu no contexto da luta de libertação do país contra o regime português, nomeadamente, Ernesto Shikhani (1934-2010), Reinata Sadimba (1945) e Teresa Roza d'Oliveira (1945-2019). O percurso criativo dos dois últimos artistas estabeleceu-se contra as restrições patriarcais e heteronormativas, fundando um sentido íntimo de liberdade, também presente na obra de Lizette Chirrime (1973). Encarando a arte como uma ferramenta terapêutica e espiritual, Chirrime cria obras em grande escala sobre tela, com a colagem de tecidos estampados criando formas abstractas.

Figueiredo Sobral (1920-2020), opositor declarado da ditadura salazarista, foi preso inúmeras vezes por motivos políticos, acabando por se refugiar no Brasil, onde viveu na década de 1970. O Brasil está também representado por Jayme Reis, um artista autodidata que explora uma grande diversidade de meios. Uma das mais jovens artistas em exposição, Vanessa Paz (1993), tem vindo a explorar uma linguagem neorrealista baseada em pensamentos, sentimentos, memórias e histórias pessoais.

Manuel Figueira (1938-2023), natural de Cabo Verde, faleceu infelizmente a 8 de outubro. Viveu em Portugal de 1960 até à independência do seu país em 1975. De regresso à sua terra natal, o seu papel na revitalização do rico património cultural do arquipélago foi inestimável e pretendemos prestar homenagem ao seu importante papel.

Manuela Jardim (1949), natural da Guiné-Bissau, trabalha no ponto de encontro entre as suas heranças africana e europeia, de pai e mãe. Defensora da afirmação da cultura guineense, explora frequentemente o contexto histórico, social e cultural dos têxteis, bem como o seu valor estético, artístico e pedagógico.

De São Tomé e Príncipe e representando uma geração mais jovem de criadores, Valdemar Dória tem uma obra profundamente biográfica, de expressão livre e solta.

De Portugal, Cruzeiro Seixas (1920-2020), é outro dos grandes mestres do Surrealismo português. Da geração mais jovem, Gabriel Garcia (1997), Sónia Aniceto (1976) e MarYserra (1994) cuja produção artística se define por uma busca incessante de identidade, abordando temas sócio-culturais influenciados por um paradigma feminista.

Esta exposição foi desenvolvida através de uma frutuosa colaboração entre a Embaixada de Portugal na Dinamarca, representada pelo Embaixador João Maria Cabral e Sílvia Schiermacher, Conselheira Cultural, Annegrethe Davis da Davis Gallery e Perve Galeria. Gostaríamos de terminar com um sincero agradecimento pelo inestimável apoio que nos deram para tornar possível esta exposição.

 

 

ARTISTAS REPRESENTADOS

Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Ernesto Shikhani, Figueiredo Sobral, Gabriel Garcia, Jayme Reis, Lizette Chirrime, Manuel Figueira, Manuela Jardim, MarYserra, Paulo Kapela, Reinata Sadimba, Sónia Aniceto, Teresa Roza d’Oliveira, Valdemar Dória and Vanessa Paz.

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Sobre Nós


A Perve Galeria dedica-se à promoção e divulgação da arte moderna e contemporânea, representando artistas nacionais e internacionais e desenvolvendo projetos expositivos, editoriais e de investigação com uma forte dimensão cultural e patrimonial.

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